quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sport Lisboa e Balha-me deus!


Bem, serei o único a achar que este ano está a ser atipico? Vejam:

Tempo ainda mais louco;
Catástrofes um pouco por todo lado;
O Porto não é campeão;
O Benfica talvez o seja, atipico!!!

Agora já pensaram e se tudo isto está ligado? Vamos imaginar por momentos que um destes acontecimentos não é completamente aleatório, o mais fácil de prever seria o Benfica ser campeão pois sabemos que pode acontecer mais ou menos de 5 em 5 anos quando o Porto em vez de ir "buscar" brasileiros, vai "buscar" brasileiras.
Agora vamos pensar e se os outros acontecimentos anormais são consequência da primeira anormalidade?

É mais que viável, todos nós sabemos o quão frágil é o equilibrio da natureza.
Além disso o que mais abunda na equipa satélite do Real vizinho, são anormalidades, ora vejamos: orelhas mutantes do presidente, azeite em quantidades nunca vistas no cabelo do sr. Rui Costa, a cósmica cabeleira do Jorge Jesus e do David Luiz, o Luisão por si só, e a cereja... o ego enorme de um clube meio-morto, ou meio-vivo, dependendo da perspectiva, só comparável aos nabos que crescem estupidamente no meio do nada e são noticia da TVI logo após o anúncio de mais uma telenovela nacional a passar em horário nobre!!!

Tudo isto começa a ter uns contornos um tanto ao quanto paranormais, de repente os benfiquistas acham que realmente Jesus é todo poderoso, até é capaz de ser, mas vocês não têm o de Nazaré, o vosso é o JORGE. Por isso, deixem-se lá de anormalidades e da próxima vez que sequer vos passar por essas cabecinhas serem campeões no Dragão, tomem Litio, ou acordem!

O ego benfiquista, absurdamente inchado, está prestes a rebentar tal qual borbulhas sebosas escondidas entre a pilosidade da zona axilar do Tony Ramos. O apocalipse está aí à porta, coisas estranhas e inexplicaveis estão prestes a acontecer, só o Rio Ave nos pode salvar!

Que saudades do Fox Mulder, da Dana Scully e da Pomba Gira... felizmente o Papa anda por perto!!!

Pobre, asseado e a morrer de amores pelo benfica... ou não!

sábado, 27 de março de 2010

Solidário com os politicos... ou não!


Vai daqui a uma parte inúmeras injustiças têm acontecido neste país e mais uma está prestes a acontecer, a nova greve dos Enfermeiros!

Como Enfermeiro devo denunciar um egoísmo e primorosa falta de consciência por parte de mim próprio e dos meus colegas!

Vejam lá a lata... Querer igual tratamento remunatório equiparado aos demais licenciados deste triste quadrilatero, quando o país mal consegue pagar os modestos prémios milionários dos gestores empresariais.

Expliquem-me como é que o governo vai poder colocar à disposição dos demais ministros carros topos de gama para o seu devido transporte, para o gabinete onde trabalham e transpiram até à ultima molécula de água formosamente combinada com os últimos iões de cloreto de sódio e recebem nada mais que um pecaminoso e insultuoso pequeno salário que só ganha efeito com os demais inocentes subornos!

É feio Srs. Enfermeiros afinal estamos a falar do conforto financeiro da nata da sociedade portuguesa. Imaginem lá o nosso primeiro ministro com fatinho da zara lá iamos nós para a cauda da Europa...
Notícia de abertura do jornal de sexta-feira "Portugal mais uma vez na cauda da Europa, primeiro ministro sócrates é um dos mais mal vestidos da zona euro, atrás dele só o italiano que passa muito tempo despido e o grego que é patrocinado pela modalfa!"
Somos pobres mas o nosso primeiro ministro é dos mais bem vestidos da europa e arredores, haja orgulho e preceito!

Os Srs. Enfermeiros têm de compreender que por causa de um comboio que não precisamos mas fica bem na fotografia, que por causa de uns estádios que também não precisamos mas também ficavam bem na fotografia assim como umas tantas obras públicas que não precisavamos mas ficavam bem na porra da película fotográfica não podemos ser aumentados e equiparados aos demais licenciados deste país.
Aliás isso seria acabar com uma injustiça de tradição secular! Olha de repente os enfermeiros eram bem tratados e reconhecidos pela classe politica e sociedade em geral, e a seguir vinha o que? Os políticos tornavam-se sérios, os deputados iam realmente à assembleia e os padres cumpriam realmente o celibato, e quando o quebravam era com pessoas de idade superior a 18 anos?

É feio Srs. Enfermeiros, afinal se nos pagassem mais como iriam os hospitais sub-contratarem médicos a empresas e pagarem pelos seus serviços cerca de 70 euros por hora?
É feio Srs. Enfermeiros tamanho egoísmo. A seguir vem o que? Reforma antecipada por termos um trabalho extremamente desgastante sob o ponto de vista fisico e psiquico e de responsabilidade acrescida?

Temos de ser solidários, temos de perceber que não podemos receber dignamente para que outros possam ter uma vida supra-digna. Imaginem os nossos deputados, os que se arriscam a aparecer, sem um computadorzinho à sua frente na assembleia da republica, como iriam eles manter a vigilia? (Fica desde já o meu sincero agradecimento ao facebook e ao seu jogo farmville, ao YouTube e congénere YouPorn assim como o respeitoso blog, Hi5 Porcas, por manterem os nossos deputados acordados nos plenários)!

De entre tanto dinheiro tão mal gasto, realmente, não vejo razão nenhuma para gastarem dinheiro bem gasto connosco, aliás, isso seria uma prova de competência dos nossos políticos, o que por si só nos conduz a um tremendo e clamoroso erro lexical pois toda a gente sabe que as palavras política e competência são completamente imiscíveis!

Pobre, asseado e brincalhão!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Viver a mil à hora…

Há algo de magnífico nesta expressão! Adorava viver a mil à hora, imaginem aproveitar 1000 vezes mais a vida! Imaginem o que poderiam fazer 1000 vezes melhor, imaginem abraçar 1000 vezes mais, sorrir 1000 vezes mais, amar 1000 vezes mais?

Se vivesse a mil à hora ia visitar os meus pais todos os dias, ia dar um beijo de bom dia e boa noite aos meus avós e à minha afilhada, ia disparatar de 10 em 10 minutos com o meu irmão e ia sair mais vezes com os meus amigos!

Se vivesse a 1000 à hora daria a volta à terra em 40,076 horas, imaginam o que se poderia ver em pouco mais do que dia e meio? Mais de 90% do que a maior parte das pessoas do mundo vê, mais de 99,999% do que vi até agora e já lá vão 231000 horas de vida!

Respiraria 20000 vezes por minuto! Imaginem um bosque, um prado, a primavera, a brisa fresca inundar os pulmões com uma frescura rejuvenescedora com 1001 e um aromas florais, sentir aquela natural alegria milhares de vez por minuto dentro do peito, um verdadeiro devaneio dos sentidos!

Ou então chorar 1000 vezes mais, maior risco de desidratação, sofrer 1000 vezes mais, 1000 vezes mais vezes fechado no quarto a ouvir música, ia precisar de mais uns 34965 CD’s e uns 16983 livros? Estaríamos preparados para recuperar de dores tão fortes e repentinas, pois a mil à hora tudo é repentino. A mil à hora tudo seria mais efémero, a velocidade torna as coisas efémeras, terminas e inócuas!

Se vivesse a mil à hora, e fosse visitar os meus pais todos os dias ia sentir todos os dias a tristeza que sinto quando tenho de os deixar, ia sentir todos os dias que tinha perdido mais um dia da vida do meu irmão! Explicar todos os dias à minha afilhada que tinha de ir para longe para trabalhar…

Normalmente e de um modo estranhamente sobrenatural a natureza acaba sempre por encontrar um equilíbrio desmedidamente milimétrico para a aleatoriedade da vida! Deu-nos fragilidade à nascença, mas com uma capacidade cerebral única, deu-nos o mundo e todas as condições para prevalecermos sobre ele mas arrebatou-nos com uma natureza perversamente autodestrutiva.

A vida certamente seria melhor se pudéssemos multiplicar por mil tudo o que de bom temos e nos acontece e dividíssemos por essa mesma milena todas as tristezas, mágoas e angústias. Como tal não acontece, para o melhor e para o pior, vivemos a 4,5 km/h, por isso, o melhor mesmo é viver tudo a 100% pois nunca sabemos quando voltaremos a aproveitar as pequenas maravilhas, boas ou más, que a simples e efémera vida nos proporciona durante os 86400 segundos de cada dia.

Pobre, asseado e de volta!